Cascais – Retratos Contados de António Sala

Retratos Contados de António Sala

Cidadela de Cascais

Um pouco do muito da vida e obra de António Sala – O Comunicador

Retratos Contados de António Sala – Exposição dedicada à vida e obra do Comunicador. Aquela voz que durante décadas acordou mais portugueses do que qualquer despertador. E que, sejamos honestos, com uma taxa de sucesso muito maior do que os atuais alarmes do telemóvel — porque quando o António Sala falava, ninguém carregava no botão para desligar.

Falar de António Sala é falar de rádio. E falar de rádio em Portugal sem falar de António Sala seria como falar de futebol sem mencionar a bola — pode-se tentar, mas fica sempre estranho.

Durante anos, a voz de António Sala entrou nas nossas casas, nos carros, nas cozinhas, nas oficinas, nos táxis, e provavelmente também em alguns consultórios médicos onde, graças a ele, os pacientes até se esqueciam que iam a uma consulta.

Há uma coisa extraordinária na rádio: nós imaginamos sempre o rosto da voz. Ao longo do tempo, muitos de nós pensamos que António tinha dois metros de altura, cabelo ao vento e uma capa de super-herói… tudo porque aquela voz tinha autoridade suficiente para organizar e fazer parar a manhã de um país inteiro. Só um super-herói tem poderes para tal.

Mas depois conhecíamos o homem — e descobríamos algo ainda mais raro: um profissional brilhante, com um humor finíssimo, uma enorme elegância e aquela capacidade muito portuguesa de conversar com milhões de pessoas como se estivesse apenas a falar com um amigo.

Mas o Antonio nunca esteve sozinho nesta missão. Teve um universo de mulheres que contribuíram para o sucesso destes 60 anos de carreira, que celebramos com esta exposição. A avó e da mãe do António, a produtora Luísa Espírito Santo, a Amiga Olga Cardoso… e claro, a Elisabete Sala. Ao lado deste grande homem, sempre esteve esta grande mulher.

Se há talento difícil é falar para tanta gente… e fazer cada um sentir que a conversa é só com ele. António Sala sempre teve este dom.

Esta exposição, em Cascais , é uma viagem no tempo. Encontram-se fotografias, memórias, histórias de bastidores, momentos de rádio que fizeram rir, pensar e, às vezes, até cantar — mesmo aquelas pessoas que normalmente só cantam quando estão sozinhas no carro e acreditam que ninguém está a ouvir.

É também uma oportunidade para percebermos uma coisa curiosa: antes dos podcasts, antes dos algoritmos, antes das playlists que acham que nos conhecem melhor do que a nossa própria família… já havia alguém que sabia exatamente o que os portugueses precisavam de ouvir logo pela manhã. E esse alguém era António Sala.

Claro que organizar uma exposição sobre uma vida tão cheia não é tarefa simples. Foi preciso selecionar momentos, histórias, objetos…, e também resistir à tentação de colocar aqui tudo — porque se dependesse da nossas vontade, esta exposição ia desde Cascais até Sintra, com uma pequena extensão para a Marginal.

O que prova duas coisas:
Primeiro, que António Sala faz parte da memória coletiva do país;
Segundo, que a nostalgia em Portugal tem uma audiência enorme.

Uma exposição transversal a várias gerações. Há gerações que cresceram a ouvir o António Sala, outros que o descobriram graças aos pais — ou aos avós — que ainda hoje dizem frases como: “Na rádio antigamente é que era!”

Com a ExposiçãoRetratos Contados de António Sala” celebramos mais do que uma carreira. Celebramos a magia da rádio, a arte de comunicar, e sobretudo celebramos uma voz que conseguiu algo muito raro: fazer companhia a um país inteiro!

E se há coisa que Portugal sabe valorizar… é boa companhia.

Pretendemos que esta exposição seja itinerante pelo país. No entanto, é muito importante que esta itinerância tenha início, em Cascais, município onde o António escolheu viver.

António, obrigado pelas manhãs, pelas histórias, pelas gargalhadas e por provares que a rádio, quando é feita com talento e humanidade, não é apenas um meio de comunicação — é quase um membro da família.

Uma homenagem mais do que merecida a um homem que marcou gerações.

Agradecimentos: Ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Dr. Nuno Piteira e ao Sr. Vice-Presidente Dr. Luis Miguel Capão, a todos os colaboradores da Câmara Municipal de Cascais que contribuíram para o sucesso da ExposiçãoRetratos Contados de António Sala“e, como não podia deixar de ser, ao Professor Salvato Teles de Menezes e a toda a equipa que contribuiu para esta grande homenagem ao Sala.

Inauguração da Exposição

Fotos: Municipio de Cascais

Palavra puxou palavra e daí surgiu “Retratos Contados de António Sala”, uma exposição que apresenta momentos marcantes da vida e carreira desta figura incontornável da comunicação portuguesa, através de imagens e histórias.

“Espero que venham e convivam comigo através da história em retratos ao longo de 62 anos,” convidou António Sala, na inauguração desta mostra, patente na Galeria de Exposições do Palácio da Cidadela de Cascais até dia 12 de abril.

Luís Almeida Capão, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, reforçou a importância de celebrarmos figuras como António Sala e o seu contributo para a cultura nacional. “Através da voz conseguiu fazer chegar muitas mensagens e muitas emoções a todos aqueles que o ouviam. Foi uma ponte entre muitas pessoas, o que ainda mais realça este evento naquilo que são as celebrações de Cascais no ano em que celebra ser Capital Europeia da Democracia,” disse.

A exposição conta com curadoria de Nélson Mateus, e retrata grande parte da vida do comunicador, desde a infância à atualidade, passando pelos tempos do “Despertar” na Rádio Renascença e do 1, 2, 3 na RTP.