Espetáculo de homenagem à música portuguesa: “Esta Vida é uma Cantiga”

Este é um espetáculo que todos os netos deveriam assistir juntamente com os avós, pois é uma viagem de luxo pela história da música portuguesa.

 

Esta Vida é uma Cantiga

Este espetáculo é a melhor homenagem que se pode fazer há música portuguesa.

Este espetáculo dos irmãos Feist realizou-se pela 1º vem em 2002 e ao longo dos últimos 13 anos, já foi reposto diversas vezes com elencos diferentes.

Com um enquadramento revivalista, “Esta Vida é uma Cantiga” é um espetáculo da autoria de Henrique Feist e Vitor Pavão dos Santos. A direção musical é assinada por Nuno Feist.

Este espetáculo é uma celebração da música do Teatro de Revista, procurando através de cantigas que se foram buscar aos mais de 150 anos que género teatral teve de vida em Portugal, captar um pouco dos seus temas preferidos como Fado ou Lisboa, um pouco dos seus sentimentos mais sentidos, e também mostrar como essas cantigas são tão vibrantes na sua versão original como numa apresentação mais depurada ou até envolvidas pelo ritmo típico da Broadway.

Esperamos que para o bem de todos, os irmãos Feist reponham o espetáculo Esta Vida é Uma Cantiga, o mais rápido possível!

Este é um espetáculo que todos os netos deveriam assistir juntamente com os avós, pois é uma viagem de luxo pela história da música portuguesa.

[dt_small_photos height=”280″ padding=”0″ arrows=”light” show_title=”” show_excerpt=”” number=”30″ loop=”” orderby=”recent” category=”esta-vida-e-1-cantiga”]

Retratos Contados: Falem-nos deste espectáculo.

Fernando Fernandes: ‘’Esta Vida É Uma Cantiga’’, no fundo é uma cronologia das músicas que marcaram o cinema e o teatro musical em Portugal, desde os anos 20 até, obviamente, às últimas coisas que se fizeram se calhar nos anos 80, 90 e que marcaram também o cinema, o teatro, o teatro de revista … Mas, estamos a falar de músicas que saltaram obviamente dos ecrãs e dos palcos para a realidade e que hoje em dia são cantadas por toda a gente, sendo que a maior parte dessa gente que as canta às vezes não sabe onde é que está a origem dessas músicas. Este espetáculo elucida bastante as pessoas neste sentido, não de forma chata porque não nos podemos esquecer que isto é um espetáculo e que serve para divertir, e que serve para as pessoas baterem o pezinho e cantarem, porque também esse é o objetivo deste espetáculo.

R.C.: Estive a ver o alinhamento, e se há coisa que não é, é chato, isto é bastante ritmado!

F.F.: Muito ritmado!

Yola: Desde o princípio ao fim!

F.F.: Estamos a falar de muitas músicas, são cerca de 80 e tal músicas, obviamente não feitas na totalidade …

R.C.: É como se fosse um medley!?

F.F.: É um medley, no fundo é um medley dividido em dois. A primeira parte sobre teatro musical e a segunda parte sobre o cinema.

Y: E operetas.

F.F.: Exatamente, e operetas. E pronto, basicamente é isto. É uma lição de “história musical” de forma suave.

Y: Eu considero uma homenagem à nossa música e ao nosso cinema, e teatro, e operetas. E acho que não poderia ter sido feito de melhor forma.

R.C.: E são 4 vozes fantásticas no palco.

Y: Somos “Fabulásticos”, que é fantásticos e fabulosos ao mesmo tempo!

F.F.: E nós agora até somos os “resistentes”, porque no fundo este elenco, de vez em quando, vai sofrendo algumas alterações, também às vezes por disponibilidade das pessoas que o vão fazendo, e depois vamos tendo belas surpresas como tivemos agora com a Susana neste novo elenco, que estreou aqui, que é sem dúvida uma revelação para as pessoas que a vêm ver e que se calhar não pensam tanto nela neste registo, para nós não que já a conhecemos e que sabemos o talento que esta “menina”, eterna menina, apesar de já não ser menina mas para nós é uma eterna menina, que tem este talento fantástico de conseguir cantar tudo e interpretar tudo muito bem.

R.C.: Este espetáculo não é novo, já existiu…

F.F.:  Este espetáculo realizou-se em 2002 pela primeira vez, como vocês calculam nessa altura eu tinha…12 anos, portanto, estava a entrar no mundo da música. Na altura entrei para a escola profissional de teatro, e não me estava a ver, sem dúvida, com maturidade para fazer o que quer eu fosse! E portanto, eu venho fazer este espectáculo depois em 2009 ou 2010 e aí sim, entro neste elenco, ainda não estava a trabalhar com a altura com a Yola, porque a Yola depois entra um bocadinho mais tarde.

R.C.: A Wanda Stuart também já fez parte …

F.F.: A Wanda Stuart, a Simone, a Anita Guerreiro, a Isabel Noronha, e antes disso, a versão de 2000 em que trabalharam com a Anita e com a Vanessa Silva.

Foram tantas as pessoas que já fizeram parte deste espectáculo, e para nós é uma honra fazer parte deste espetáculo.

Y: Só cantores somos cinco, a contar com a minha filha! (risos)

F.F.: Somos quatro cantores, sim!

R.C.: E uma sala cheia de gente a cantar convosco!

F.F.: Ai sim, sem dúvida, aliás, o objectivo é esse!

Y: O maravilhoso deste espectáculo é isso, é ver o entusiasmo das pessoas à espera de mais, e a cantarem connosco constantemente! Os olhinhos a olharem para nós, assim todos radiantes, é fantástico!

R.C.: São vocês que agarram o público ou é o público que vos agarra?

Y: É um bocadinho dos dois!

F.F.: Eu acho aliás que são as músicas que agarram o público e os arranjos magistrais que o Nuno e o Henrique fizeram com estes temas e a forma como um tema salta para o outro. Isso prende as pessoas.

R.C.: E por falar em saltar, quase que as pessoas saltam para cima do palco e todos cantam!

F.F.: Há dias em que sim! Tivemos uma noites maravilhosas, em que o público estava super efusivo, e parecia que… Parecia não, fez parte deste espetáculo como nós fazemos parte dele!

 

Entrevista: Nélson Mateus

Fotos – https://www.facebook.com/artfeist?fref=ts

Agradecimentos:

– Art Feist Produções Artísticas

– Isabel Guerreiro

– Jorge Girão

– Maria João Alexandre

 

Saibam mais sobre as Produções Artísticas Art Feist aqui: https://www.facebook.com/artfeist?fref=ts